Não invento palavras novas
pra contar casos antigos.
Invento, sim, casos novos
que conto com antigas palavras.
Os casos novos, na verdade,
são casos reinventados:
mudo somnete os tempos,
os lugares, as pessoas.
Tudo, feito um baile,
uma vez mais acontece,
pero de um jeito antigo
e novidade parece.
Só quem conhece reconhece
a trama, o discurso.
Onde, então, a novidade?
Só no jeito, no vai da valsa,
no como dizer
e contar de novo
o que um dia
de verdade aconteceu,
mas de um outro jeito,
em outro lugar,
com outras gentes...
Não invento palavras novas:
invento o momento
em que de novo
acontece o velho caso
que com o tempo
vira história,
esquecimento,
memória...
4/17/2006
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